8 de agosto de 2020

Oito anos de amamentação

 8 anos.

Este é o total acumulado de tempo em que amamentei os meus 3 filhos. Não tenho direito a uma medalha, ou assim? Tipo "Leiteira veterana" ou "Mamilos de diamante"?

Quando me preparava para o nascimento do Xavier, há 11 anos, e aprendia sobre a amamentação, truques e dicas das enfermeiras, nunca me passou pela cabeça que daria de mamar tanto tempo.

Mas dei. Cada um dos meus putos mamou mais que o outro. Amamentar uma criança que já não é bebé não foi estranho, foi natural. Pelo menos para mim. Para os outros pelos vistos fazia muita confusão. "Ainda mama?!" ; "Mas tu ainda tens leite?!" ; "Ah pois, agora eles mamam até entrar na escola não é?" (colocar aqui um sorrisinho sardónico)... Toda a gente gosta de dar a opinião. Mama, pois, não estão a ver? Se não tivesse leite, ela não mamava, não é? Esteja descansada, não vai mamar até entrar na universidade. Estas eram as resposta que ia dando, tentando ser educada, mas mandando à merda em pensamento.

A Ana convenceu-se finalmente que a fonte secou há coisa de um mês ou dois, com 4 anos. E secou porque ela gradualmente foi mamando menos e menos vezes.  Fui dando dicas, reduzindo a oferta, trocando a mama por outros mimos... até que realmente deixei de ter leite. E ela deixou de estar interessada. 

E, ao contrário do que aconteceu com o desmame dos irmãos, desta vez não me doeu o coração. Desta vez, eu estava mesmo pronta. Para deixar de amamentar, para deixar de ter bebés. 

Apercebi-me entretanto que, desde que engravidei do Xavier, há mais de 11 anos, só tive um ano (no total) em que não estava grávida ou a amamentar. Em mais de 11 anos, o meu corpo foi só meu por um ano. Agora é definitivamente meu. Sem me preocupar se o que como ou bebo poderá afectar a criatura que ainda depende de mim. É claro que, mesmo sem mamar, os monstrinhos continuam a sugar toda a minha energia, mas isso é da maternidade, não é?

Amamentar, como já escrevi antes, foi uma experiência muito boa para mim. Apesar do cansaço, de me sentir tantas vezes presa, de não dormir de jeito durante anos. Amamentar foi bom. Mas agora acabou.

Foi uma aventura que gostei de partilhar com os miúdos e agora, que eles cresceram, estou disponível para novas aventuras (adolescência ao virar da esquina... ai). 

Destes oito anos ficam as memórias, tão boas, que vou acarinhar até que o Alzheimer as leve.

A única foto que tenho do Xavier a mamar, já com 14 meses.
A Júlia com 6 meses
E aqui já com 2 anos e meio, a última dela a mamar
A Ana com 6 dias, a mamar à campeã



Dei de mamar em todo o lado

A última vez que a Ana mamou



26 de junho de 2020

Se a mãe diz... 3ª parte!

Não há mesmo duas sem três.
Ontem à noite, a Nocas veio muito chateada do quarto dos irmãos, porque não queriam brincar com ela:


- Os manos são merda.



Hmmm.... ups?


5 de junho de 2020

Momento Zen do dia #37

Hoje foi o pai que vestiu e penteou a Caganita, enquanto eu tomava o pequeno-almoço.
Antes de sairmos, estava eu a fazer-lhe os totós, diz-me ela:
- O pai é divertido.
- É, não é? - respondi eu.
- Sim. Tu não. 

Claro.

Mamã, qué cóio!

2 de junho de 2020

Momento Zen do dia #36

A Júlia estava amuar no quarto por ter sido castigada. Vocês sabem, sou uma mãe tão má...
A Ana queria estar com ela, mas a irmã expulsou-a.
Disse-lhe que não a chateasse mais.
Saiu da cozinha, de cabeça baixa e a rosnar:
- Também… tu nunca gostas de nós...

Ah, os quatro anos são os novos catorze, não são?

7 de março de 2020

A Ana tem 4 anos. 4 anos! A Ana tem 4 anos!!!!

Tem sido assim desde que acordou.
Esta miúda continua a fazer jus à sua alcunha de Caganita Maluca. Cada vez maior, mais esperta, gira e desenrascada.
Com um sentido de humor cada vez mais refinado. E com uma doçura a equilibrar o arranjo.
4 anos de Ana. 4 anos de aventura.


13 de janeiro de 2020

A Júlia faz oito anos.

A Júlia acabou de fazer 8 anos. É hoje uma miúda meiga, doce, engraçada, teimosa, espevitada, tagarela, esperta, gira, desembaraçada. Gosta de cuidar dos mais pequeninos e brincar tanto com os rapazes como com as raparigas.

Está tão crescida que me tenho de me lembrar constantemente que ainda só está a fazer oito anos.

Oito anos de desafios constantes. Dá um trabalho do caraças! Mas vale todos os minutos.


24 de setembro de 2019

Assim de repente... 10 anos

Fez há bocado 10 anos que me puseram esta coisinha nos braços.



Foi então que me tornei oficialmente uma adulta. Esta coisinha dependia totalmente de mim. E tudo o resto foi posto em segundo lugar. 

Com esta coisinha tive de aprender uma data de coisas novas. Aprendi a cuidar dele, a brincar com ele, a chorar com ele, a educá-lo... Todas as primeiras vezes. Tudo novo. E sem manual de instruções.

E de repente, passaram-se 10 anos. E esta coisinha está este rapaz esperto, meigo, tonto, fofo. 






Porra! Como é que se passaram assim dez anos?! Seria de esperar que ao fim deste tempo eu já percebesse alguma coisa disto, mas continuo às apalpadelas. Afinal, eu nunca tinha tido um miúdo de 10 anos antes.

O Xavier tem 10 anos. E eu tenho um enorme orgulho no rapaz que ele é.


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