2 de agosto de 2013

Não tenho pressa (Not in a hurry)

Comemorando a Semana Mundial do Aleitamento Materno, este post participa no evento “Blog About Breastfeeding" do site Mothering. Espreitem para ler testemunhos de outras mães.
Celebrating World Breastfeeding Week, I'm taking part in Mothering's "Blog about Breastfeeding" event, so take a peek to read what other mothers have to say. (This is a bilingual post, scroll down to read the english version)


Amamentar, para mim, é tão natural como respirar. Dei de mamar ao meu filho mais velho até aos 15 meses e agora a mais nova, com 18 meses, ainda não dispensa a mama antes de dormir. Tive a sorte de ser bem sucedida desde o princípio. Lembrei-me do que a enf. Céu, no curso de preparação para o nascimento, nos disse: "Não vos vou mentir. A primeira semana é complicada. Mas depois melhora." E confiando nisso aguentei os desconfortos e dificuldades dessa semana. A partir daí foi fácil. Com os meus dois filhos. Sei que não é assim para outras mães. E tenho pena, porque são sensações e emoções vividas intensamente.
 
Senti, e sinto, que ao amamentar a ligação física que tinha com o bebé durante a gravidez não acaba com o corte do cordão umbilical. Os nossos corpos mantêm-se unidos por aqueles momentos em que aquela boquinha se cola à mama e suga o leite, aquele suspiro de alívio e prazer e o relaxamento daquele corpinho, as mãozinhas que me acariciam e o olhar de confiança e amor.

Dá trabalho? Dá. Tira-me uma vida própria, o meu tempo, o meu sono? Tira. Mas quando acaba deixa saudades. E a maravilha de ver que aquela criança se desenvolve tanto só com o leite que lhe dou (como é possível?), e mais tarde o miminho que representa, quando quer a mama só para se sentir seguro e quente, e amado? É algo que só a mãe pode dar, e por um tempo limitado. Sinto-me abençoada por poder proporcionar isso aos meus filhos. E por poder desfrutar também de algo que vai deixar recordações para o resto da vida.
 
A minha filha tem 18 meses e ainda mama. Não tenho pressa.


Xavier com 14 meses
Xavier aged 14 months


Júlia com 6 meses
Júlia aged 6 months
For me, breastfeeding is as natural as breathing. I nursed my eldest son until he was 15 months old and now his little sister, aged 18 months, still won't give up nursing before bed. I was lucky to be successfull from the beginning. I kept remembering what nurse Céu, from the birth preparation classes, had told us: "I won't lie to you. The first week is complicated. But then it gets better." And trusting that I endured the discomforts and difficulties of that week. Since then, it was easy. With my two children. I know that, for some mothers, it doesn't work like that. And I feel sorry, because we live intense sensations and emotions.

I felt, and still feel, that by breastfeeding the physical link I had with the baby doesn't end when the umbilical cord is cut. Our bodies are kept united by those moments when that little mouth latches to the breast and sucks the milk. That sigh of relief and pleasure and the relaxation of that little body, those little hads that caress me and that look of trust and love.

Is it hard work? Yes. Does it take my life, my time, my sleep? Yes. But when it's over, it's missed. And the wonder of seeing that that child develops so well just with the milk I give her (how is it possible?), and later, the cudling it gives when he wants the breast just to feel safe and warm, and loved? Its something only mom can give, and for a limited time. I feel blessed for being able to give that to my children. And also for enjoying something that will leave memories for the rest of my life.

My daughter is 18 months old and she still nurses. I'm not in a hurry.

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