13 de janeiro de 2023
Aliança migratória
7 de novembro de 2022
Momento Zen do Dia #41
O Xavier no outro dia:
- E pensar que o sal naquele pote na cozinha ainda não acabou desde que eu nasci!
Eu: ...
Pai: ...
Júlia: ...
Bem-vindos ao mundo mágico onde o meu filho vive.
4 de março de 2022
Momento Zen do Dia #40
À entrada do Jardim de Infância, falava-se da vontade de ficar em casa em dias de chuva.
Educadora: E tu Ana, preferias estar em casa?
Ana: Eu só vim porque hoje sou a Chefe.
3 de janeiro de 2022
A mãe também lê - Imperial Woman, de Pearl S. Buck
28 de setembro de 2021
Dia de folga
Ainda nem acredito. Os três miúdos na escola, até pelo menos às três e meia, o marido no trabalho, a gata alimentada e satisfeita...
Tenho o dia para mim!
Acho que é hoje que vou comprar calças que me sirvam. Já só tenho um par sem buracos, e está no fio.
Foi um looooongo confinamento.
30 de agosto de 2021
Momento Zen do dia #39
A Caganita Maluca veio ter comigo, triste.
- Então, filha, o que se passa? Estás triste?
- Sim, sinto a falta de um chupa-chupa.
22 de agosto de 2021
Mais uma última primeira vez
A Caganita Maluca veio ter comigo. "Mamã... dói-me este dente..." Fui ver e realmente um dos incisivos inferiores tinha a gengiva um bocado inflamada. Toquei-lhe e... abanou! Por um segundo o meu cérebro desligou-se e pensei no que é que a miúda teria feito ao dente. E então caiu-me a ficha.
Ela tem 5 anos. Um dente a abanar é normal.
Ri-me e anunciei-lhe que ela já tinha um dente a abanar e ela ficou tão feliz! Foi a correr ter com os manos para contar a boa nova e eles, num rasgo (raro) de fraternidade, começaram logo a dar conselhos para ela comer sem que lhe doesse o dente. E ela voltou para me dizer que quando voltar ao Jardim de Infância em Setembro os amigos vão dizer que ela já é crescida, e os olhinhos dela brilharam.
E eu fiquei na cozinha, a pensar que é mais uma última primeira vez que vivo com esta miúda. Ainda ontem, podia jurar, lhe nasceu aquele dente. Agora está prestes a cair.
Ter bebés é sempre aquela novidade, tantas coisas novas ao princípio. Depois crescem, e as novidades vão-se espaçando. Depois os irmãos passam por essas novidades de novo, e já não é tanto uma novidade, mas é algo de novo na mesma, porque nunca é igual e é sempre excitante e emocionante.
Mas saber que com ela se fecham estes episódios de vez, que é a última vez que um filho meu perde um dente pela primeira vez... é como se uma parte da minha vida se fechasse também.
Mas...
O Monstrinho está já na idade em que se estão a acabar os dentes de leite. Está prestes a entrar na adolescência e há tantas novidades ainda para viver com ele, e depois com as irmãs. Aventuras novas, fases novas, que eu não conseguiria apreciar estando imersa na fase de um bebé.
Então apertemos os cintos que, segundo a Caganita, ela já é crescida e está pronta para muitas novidades e aventuras e eu vou ter de juntar as poucas energias que me restam para acompanhar esta trupe.
10 de julho de 2021
A mãe também lê - Artemis, de Andy Weir
Já tinha lido o primeiro livro de Andy Weir, O Marciano, há uns anos e já conhecia a sua escrita minuciosa, divertida e cientificamente verosímil. E se em Marte sustive a minha respiração algumas vezes, na Lua estive à beira de um ataque de nervos.
Artemis é a única colónia na Lua, num futuro não muito distante. Um conjunto de cúpulas, uma população não muito grande e levas de turistas que animam a vida na cidade. No fundo da cadeia alimentar está Jazz, cujos sonhos são ter um quarto onde possa estar em pé e um chuveiro só para ela. Quando assume um trabalho muito arriscado põe em andamento uma cadeia de acontecimentos maior que alguma vez imaginou.
A escrita de Andy Weir é de loucos. Tem tantos pormenores que é como estar lá. Há alturas em que quase nos decepcionamos, pensando que, afinal, era demasiado previsível, para na frase seguinte sermos surpreendidos com um desenvolvimento novo que vira tudo de pernas para o ar e só pensamos que é desta que ela não se safa (um bocado ao estilo d'O Marciano). Só me faltou roer as unhas, ler este livro era querer saber o que acontece a seguir e, ao mesmo tempo, não querer saber porque não ia ser boa coisa de certeza. A personagem principal está muito bem idealizada. Jazz não é uma mulher convencional, mas acabei por me identificar bastante com ela em vários aspectos. Ou então desejei ser mais como ela. Uma dessas opções.
Vale bem a pena ler, para quem gosta de ficção científica e talvez mesmo quem não ache muita piada a este género. É que de fantasia tem pouco, e baseia-se em ciência a sério, pelo que dá para imaginar algo assim a acontecer mesmo daqui a umas décadas.
13 de janeiro de 2021
A aranha (não tão) pequenina
O Xavier chamou-me a atenção para uma mosca apanhada numa teia de aranha, junto à janela. Certamente atraído pela luz (aranha inteligente), o insecto ficou preso e ainda se debatia em vão, enquanto a aranha (porra que a bicha é enorme, onde raio é que tem andado esta coisa escondida?) se atarefava à sua volta. Olhámos para o lado durante uns minutos e quando voltámos a olhar para a janela, nem mosca, nem aranha e quase nem teia.
Para onde é que foram?!
Fui espreitar e vi movimento dentro do vaso do cacto, num ângulo para onde não costumamos espreitar (a bicha é mesmo inteligente, chiça, escusava era de ser tão grande...). A dona aranha arrumava a sua presa no cantinho, bem aconchegada com uma boa parte da teia que tinha arrastado com ela.
Quase me sinto envergonhada com o exemplo de arrumação e eficiência do aracnídeo, tratou de tudo num instante e tão bem que nem me teria dado conta se não fosse o Xavier. Mas depois lembro-me que se não fosse a minha preguiça em limpar aquela janela, destruindo a teia, a dona bicha não teria nada para armazenar na sua casa que tão atarefadamente se esmerava em arrumar. Afinal, todos temos o nosso lugar no ecossistema: a mosca, a aranha e eu (mais ou menos).
Agora quando for limpar aquela parte da sala vou ter de olhar duas vezes antes de pegar num vaso, porra!
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| imagem tirada daqui |
3 de novembro de 2020
Momento Zen do dia #38
De manhã, antes de ir para a escola...
Júlia: Mãe, quando tu nasceste já havia carros?
Eu: ... sim, já há bastante tempo...
Júlia: Olha, afinal não és tão antiga como pensávamos!
8 de agosto de 2020
Oito anos de amamentação
8 anos.
Este é o total acumulado de tempo em que amamentei os meus 3 filhos. Não tenho direito a uma medalha, ou assim? Tipo "Leiteira veterana" ou "Mamilos de diamante"?
Quando me preparava para o nascimento do Xavier, há 11 anos, e aprendia sobre a amamentação, truques e dicas das enfermeiras, nunca me passou pela cabeça que daria de mamar tanto tempo.
Mas dei. Cada um dos meus putos mamou mais que o outro. Amamentar uma criança que já não é bebé não foi estranho, foi natural. Pelo menos para mim. Para os outros pelos vistos fazia muita confusão. "Ainda mama?!" ; "Mas tu ainda tens leite?!" ; "Ah pois, agora eles mamam até entrar na escola não é?" (colocar aqui um sorrisinho sardónico)... Toda a gente gosta de dar a opinião. Mama, pois, não estão a ver? Se não tivesse leite, ela não mamava, não é? Esteja descansada, não vai mamar até entrar na universidade. Estas eram as resposta que ia dando, tentando ser educada, mas mandando à merda em pensamento.
A Ana convenceu-se finalmente que a fonte secou há coisa de um mês ou dois, com 4 anos. E secou porque ela gradualmente foi mamando menos e menos vezes. Fui dando dicas, reduzindo a oferta, trocando a mama por outros mimos... até que realmente deixei de ter leite. E ela deixou de estar interessada.
E, ao contrário do que aconteceu com o desmame dos irmãos, desta vez não me doeu o coração. Desta vez, eu estava mesmo pronta. Para deixar de amamentar, para deixar de ter bebés.
Apercebi-me entretanto que, desde que engravidei do Xavier, há mais de 11 anos, só tive um ano (no total) em que não estava grávida ou a amamentar. Em mais de 11 anos, o meu corpo foi só meu por um ano. Agora é definitivamente meu. Sem me preocupar se o que como ou bebo poderá afectar a criatura que ainda depende de mim. É claro que, mesmo sem mamar, os monstrinhos continuam a sugar toda a minha energia, mas isso é da maternidade, não é?
Amamentar, como já escrevi antes, foi uma experiência muito boa para mim. Apesar do cansaço, de me sentir tantas vezes presa, de não dormir de jeito durante anos. Amamentar foi bom. Mas agora acabou.
Foi uma aventura que gostei de partilhar com os miúdos e agora, que eles cresceram, estou disponível para novas aventuras (adolescência ao virar da esquina... ai).
Destes oito anos ficam as memórias, tão boas, que vou acarinhar até que o Alzheimer as leve.
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| A única foto que tenho do Xavier a mamar, já com 14 meses. |
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| A Júlia com 6 meses |
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| E aqui já com 2 anos e meio, a última dela a mamar |
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| A Ana com 6 dias, a mamar à campeã |
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| Dei de mamar em todo o lado |
26 de junho de 2020
Se a mãe diz... 3ª parte!
5 de junho de 2020
Momento Zen do dia #37
2 de junho de 2020
Momento Zen do dia #36
7 de março de 2020
A Ana tem 4 anos. 4 anos! A Ana tem 4 anos!!!!
Esta miúda continua a fazer jus à sua alcunha de Caganita Maluca. Cada vez maior, mais esperta, gira e desenrascada.
Com um sentido de humor cada vez mais refinado. E com uma doçura a equilibrar o arranjo.
4 anos de Ana. 4 anos de aventura.
13 de janeiro de 2020
A Júlia faz oito anos.
Está tão crescida que me tenho de me lembrar constantemente que ainda só está a fazer oito anos.
Oito anos de desafios constantes. Dá um trabalho do caraças! Mas vale todos os minutos.
24 de setembro de 2019
Assim de repente... 10 anos
13 de setembro de 2019
Ruim
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| "Tenho xol nos olhos, mãe!" |
29 de março de 2019
Momento Zen do Dia #35
Mãe - Olha, o boneco tem dentes de muitas cores! Mas os nossos dentes só têm uma cor. De que cor são os dentes a sério, Nocas?
Nocas (olhando para mim) - Amarelos.
11 de fevereiro de 2019
"Não me batas no rabo!"
Ela virou-se para mim e disse "Não me batas no rabo!"
Na idade dela nunca me passaria pela cabeça dizer uma coisa dessas aos meus pais… ou a qualquer outro adulto, na verdade.
Fico contente que a minha filha de sete anos tenha a capacidade e a confiança necessárias para determinar o que é ou não aceitável em relação a si e ao seu corpo.
"Mas é só uma palmadinha carinhosa!" Sim, é, e sem qualquer má intenção. Mas se eu não a respeitar neste ponto não lhe estou a ensinar o conceito de consentimento. Um conceito que se aprende desde tenra idade (lembram-se do "beijinho aos avós"?) e que a pode proteger de abusos.
Por isso, quando ela reclamou, eu dei-lhe razão e pedi-lhe desculpa.
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| imagem retirada daqui |
























