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26 de junho de 2020

Se a mãe diz... 3ª parte!

Não há mesmo duas sem três.
Ontem à noite, a Nocas veio muito chateada do quarto dos irmãos, porque não queriam brincar com ela:


- Os manos são merda.



Hmmm.... ups?


2 de junho de 2020

Momento Zen do dia #36

A Júlia estava amuar no quarto por ter sido castigada. Vocês sabem, sou uma mãe tão má...
A Ana queria estar com ela, mas a irmã expulsou-a.
Disse-lhe que não a chateasse mais.
Saiu da cozinha, de cabeça baixa e a rosnar:
- Também… tu nunca gostas de nós...

Ah, os quatro anos são os novos catorze, não são?

29 de março de 2019

Momento Zen do Dia #35

A ver um vídeo de brincadeiras com plasticina:
Mãe - Olha, o boneco tem dentes de muitas cores! Mas os nossos dentes só têm uma cor. De que cor são os dentes a sério, Nocas?
Nocas (olhando para mim) - Amarelos.

11 de fevereiro de 2019

"Não me batas no rabo!"

No outro dia, ao deixar a Júlia na escola, despedi-me dela com um beijinho, palavras motivadoras e uma palmadinha no rabo.
Ela virou-se para mim e disse "Não me batas no rabo!"

Na idade dela nunca me passaria pela cabeça dizer uma coisa dessas aos meus pais… ou a qualquer outro adulto, na verdade.
Fico contente que a minha filha de sete anos tenha a capacidade e a confiança necessárias para determinar o que é ou não aceitável em relação a si e ao seu corpo.
"Mas é só uma palmadinha carinhosa!" Sim, é, e sem qualquer má intenção. Mas se eu não a respeitar neste ponto não lhe estou a ensinar o conceito de consentimento. Um conceito que se aprende desde tenra idade (lembram-se do "beijinho aos avós"?) e que a pode proteger de abusos.

Por isso, quando ela reclamou, eu dei-lhe razão e pedi-lhe desculpa.

imagem retirada daqui

11 de novembro de 2018

Momento Zen do dia #32

No restaurante, depois de lhe ser retirado o prato, a Nocas repara que a mesa ficou suja em alguns pontos.
- Ó senhoia, limpa a mesa, favoi!


1 de outubro de 2017

E votar, não?

Sempre acompanhei os meus pais às mesas de voto em dias de eleições. Desde pequena aprendi o que era um cartão de eleitor, um boletim de voto, como se dobra. Aprendi que o voto é secreto e porquê, que é um dever e um direito. Mais tarde aprendi que é um direito conseguido a muito custo. Por isso, a primeira coisa que quis fazer, assim que fiz 18 anos, foi recensear-me na Junta de Freguesia.
Por essa mesma razão sempre levei os miúdos comigo a votar, desde bebés.
Hoje, e porque as nossas mesas de voto eram em locais diferentes, eu e o pai separámo-nos. Ele levou o Xavier, eu fiquei com as miúdas. Pelo caminho contei à Júlia a importância especial de nós mulheres votarmos. Contei-lhe a história de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal. Que depois dela passaram-se 63 anos até que todas as mulheres pudessem votar. Tempo demais, na opinião da minha filha.
Chegadas à mesa de voto, foi a Júlia que entregou os meus documentos. Veio comigo para a cabina de voto, expliquei-lhe como se fazia, pedi-lhe segredo e foi ela que colocou, orgulhosamente, os boletins na urna. À volta, ainda me fez uma data de perguntas sobre o processo eleitoral.
Querem saber como combater a abstenção? Dar o exemplo é capaz de ajudar. O dia está bom. Que tal um passeio com os miúdos até à vossa mesa de voto?


20 de julho de 2017

Não me faltava mais nada...

Fui ao Jumbo com os miúdos e estava na fila para a caixa com a mais nova ao colo. A garota estava cheia de vontade de ir para o chão e esperneava e reclamava e eu a tentar distraí-la, brincava com ela, abanava-a... o normal, portanto.
Não é que um tipo qualquer, que estava atrás de nós na fila, se vira para mim com ar superior e diz "Isso é mimo! Se chora é porque é mimo."
Olhei para ele, olhei para ela e ainda respondi que ela queria era andar no chão, ao que ele deu uma risada, meio resfolegada, meio condescendente, meio trocista....
Eu é que sou uma cobardolas e nunca sei com reagir na altura. Devia ser mais como a Júlia que tem sempre a resposta na ponta da língua:
- Ora peço desculpa, senhor-especialista-na-educação-da-minha-filha, como é possível ter três filhos e não saber que o problema de minha miúda de quase ano e meio é mimo! Muito obrigada pela sua preciosa informação, tão voluntariamente oferecida pela sua sapientíssima pessoa, vai-me ser extremamente útil na minha tarefa de educar três crianças, tarefa na qual estou obviamente a falhar.
Não querem lá ver esta...

Fiquei tão impressionada...

11 de abril de 2017

Já lhe passámos o bichinho

Quando o teu filho te pede dinheiro para comprar um livro na feira do livro da biblioteca da escola. E volta para casa com o livro desejado e dinheiro de sobra. Fica entusiasmado quando lhe dizes que pode comprar mais com o dinheiro que ainda tem. E vai para a cama mais cedo só para poder ler.

Posso dizer que sim, sou uma mãe babada.


21 de outubro de 2016

Momento Zen do dia #26

A comer um hambúrguer, a Júlia (relembro, tem 4 anos) estava a fazer uma enorme javardice.

Pai: Júlia, pega bem nesse hambúrguer.
Júlia: Eu como como eu quiser!

Ai, mal posso esperar que ela tenha 14 anos....



16 de outubro de 2016

Babywearing, versão careca

Quando a mãe dá o exemplo, a filha também quer.

A Júlia a fazer bom babywearing com um dos seus bebés.


7 de agosto de 2016

"O que é que a bebé está a fazer, mãe?"

Já amamentei em praticamente todo o lado. Em restaurantes, bancos de jardim, no carro, em salas de espera de consultórios ou centros de saúde, na minha casa, na casa dos outros, em festas de casamentos e baptizados, na Sé de Viseu, nas áreas de restauração de centros comerciais... eu sei lá.
Normalmente as pessoas não reparam (até porque eu também sou discreta) ou se reparam nem dizem nada, pelo menos que eu dê conta. Não que eu me esteja a ralar.
Lê-se muito nas redes sociais sobre mães que estão a amamentar em público que são assediadas e insultadas. Não sei se cá em Portugal isso acontece, pessoalmente nunca vi isso acontecer.
Mas aconteceu uma situação gira há umas semanas.

Quando levo o Xavier ao judo, tenho de levar a cambada toda. Normalmente, assim que lá chegamos, a Ana pede mama. Claro! O que vale é que junto à sala onde são os treinos, há um hall com cadeiras e até uns cadeirões (bastante confortáveis) que aproveito logo se estiverem livres.
Um destes dias, sentei-me num cadeirão junto a um garoto que estava com a mãe à espera que o irmão acabasse o treino. O miúdo achou graça à Ana e quando eu a pus à mama ele ficou muito espantado e perguntou à mãe o que é que a bebé estava a fazer. A mãe, muito naturalmente, disse-lhe que a bebé estava a beber leite. O garoto ficou muito espantado. Acho que nunca lhe tinha passado pela cabeça que os bebés podiam beber leite das maminhas da mãe. Mais espantado ficou quando a mãe lhe disse que ele também tinha mamado quando era bebé.
No treino seguinte voltámos a encontrar-nos e o pequeno perguntou logo à mãe: "A bebé vai mamar?" E veio para o pé de nós, fascinado com a cena da Ana a mamar. Muito sereno, respeitoso, carinhoso com a bebé. Mas acima de tudo, muito fascinado.

Este garoto não só aprendeu uma coisa nova, mas também que é normal. A atitude da mãe nunca foi de o afastar, apenas o avisou para não perturbar a Ana quando mamava. Explicou-lhe tudo muito naturalmente e não se incomodou nada que o filho visse a minha mama. Eu também estava à vontade (como sempre) e deixei-o estar perto.
Isto fez-me reflectir num aspecto muito importante da amamentação: ver bebés a mamar quando somos pequenos devia ser o normal, não o estranho. Penso que seria até vantajoso mais tarde para o sucesso da amamentação dos seus filhos. Por isso não me escondo dos meus filhos para dar de mamar à irmã. Não me escondo de ninguém, aliás. Amamentar é tão bom que o faço com prazer. Com amor. E pelo tempo que a Ana quiser.

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2016

Há três anos escrevi um post também sobre amamentação. Fica aqui, para quem quiser ler.



25 de fevereiro de 2016

Momento Zen do dia #21 - edição catequese

Quando o Xavier se aborrece nas aulas, distrai-se e começa a folhear os livros para ver o que há mais para a frente. No outro dia espreitei o seu catecismo para ver o que ele andava a fazer e reparei que ele se tinha antecipado num exercício...

27 de janeiro de 2016

As coisas que se fazem pelos filhos

No outro dia o Xavier pediu-me ajuda para escrever a palavra "objeto" e eu ensinei-lhe assim, pelo novo acordo ortográfico.
E morri um bocadinho por dentro....

23 de janeiro de 2016

Momento Zen do dia #19

No caminho entre o infantário da Júlia e a nossa casa passamos pela entrada de um prédio que tem um par de degraus e uma rampa para acesso de cadeira de rodas. A Júlia gosta de subir pela rampa e saltar lá de cima para o passeio, alternando com o salto a partir do cimo dos degraus.
Fico sempre com medo que ela vá de nariz ao chão, mas não lhe quero transmitir inseguranças, pelo que a deixo saltar. Mesmo que ela recuse dar-me a mão. Até porque já tem quatro anos e já consegue fazer proezas que eu nem aos sete me atrevia a tentar.
Ontem quis saltar do cimo das escadas. Mas deu um impulso mais forte e os joelhos não suportaram o impacto com o chão e ela caiu sobre os ditos joelhos.
Ainda estava no chão e já estava a dizer: "Não me magoei!", mas depois levantou as calças do fato de treino e examinou a pele dos joelhos. Começou então a queixar-se que tinha uma ferida, que eu tinha de lhe por pomada e que lhe doía.
Nem esfolado estava.
Vamos no caminho, eu a levar a coisa na boa e ela a lamuriar-se quando me diz: "E tu não me deste a mão, por isso é que eu caí!"
Maternidade: somos presas por ter cão e por não ter.

19 de novembro de 2015

A magia das flores e das velas

Eu devo ser a pessoa mais cínica do mundo. Ou do Facebook, vá (o que hoje em dia é quase a mesma coisa...). É que nem as hormonas da gravidez, que me deviam deixar toda chorona e lamechas me fazem achar comovente o vídeo do pai a dizer ao garoto que as flores e as velas o iriam proteger das balas dos terroristas.

É que olho bem para a cara do miúdo e o olhar que ele lança ao pai e só o imagino a pensar. "Estás a brincar, certo?"

O puto é pequeno mas não é burro. As crianças têm uma inteligência muito prática e não me pareceu que esta tenha ficado convencida da magia das flores e das velas. Mas acho que fez a vontade ao pai, tipo: "se tu o dizes..."

Se fosse eu.... olha, se fosse eu dizia aos meus filhos que sim, há pessoas muito más no mundo. Mas também há pessoas boas. Que ajudam os outros. Pessoas que protegeram as que andavam nas ruas naquela noite, que as levaram a casa em segurança. Que acorreram em seu socorro. Que as flores e as velas não protegem, mas mostram que há quem seja bom e que há beleza no mundo.

Os miúdos percebem muita coisa desde muito cedo, há que lhes explicar as coisas de modo simples. Mas sem inventar muito. O mundo já é complicado suficiente para que as crianças tenham de tentar compreender como é que raio uns ramos de flores e umas velinhas os vão proteger de bombas e metralhadoras. Porque se eu dissesse isso ao Xavier, a pergunta seguinte seria: "Como?!"

E aí é que seria o diabo.....

Mas isso sou eu, a maior cínica do mundo. Se há quem seja feliz com unicórnios a cagar arco-íris magia, flores e velas... o que importa é ser feliz.

4 de outubro de 2015

Momento Zen do dia #15

Júlia: Ó mãe, ainda não puseste o estetatine na minha ferida!
Mãe: Diz-se betadine.
Júlia: Pois! Estetatine na minha ferida!
Mãe: Não. Betadine! Diz comigo: Be.
Júlia: Be.
Mãe: Ta.
Júlia: Ta
Mãe: Di.
Júlia: Di.
Mãe: Ne.
Júlia: Ne.
Mãe: Agora: Beta.
Júlia: Beta.
Mãe: Dine.
Júlia: Dine.
Mãe: Betadine.
Júlia: Betadine.
Mãe: Boa!
Júlia: E agora já vais por estetatine na minha ferida?

24 de setembro de 2015

Seis anos...

O Xavier começou a escola esta semana. E também esta semana completou os seis anos.

Vejo-o tão pequenino no meio dos colegas, mas já tão integrado e desenrascado...
Hoje o facebook lembrou-me de uma foto que publiquei por altura do seu 3º aniversário e tinha ainda as feições tão abebezadas...

Ainda é pequenino, mas cresce depressa. Tem dois dentes novos e já pergunta quando vai fazer sete anos. É meigo e carinhoso e faz amigos com tanta facilidade. E eu vejo que ele tem uma vida própria longe de mim e já não é o meu bebé.

Ainda bem. Mas... que saudades. Sei que, como na canção, um dia vai abrir as asas e voar. Espero ainda poder ensinar-lhe como voar bem.






Summertime, and the livin' is easy
Fish are jumpin' and the cotton is high
Oh, your daddy's rich and your ma is good-lookin'
So hush little baby, Don't you cry

One of these mornings you're gonna rise up singing
And you'll spread your wings and you'll take to the sky

But 'til that morning, there ain't nothin' can harm you
With Daddy and Mammy standin' by

22 de setembro de 2015

Se a mãe o diz... 2ª parte

Saímos para a rua de manhã...

Xavier - Está um frio do caraças!

(Glup!)

Júlia - Xim! Um fio do tarachas!

(Ah well! Podia ser pior)

28 de julho de 2015

Cena acabada de acontecer...

Chegada a casa, estafada, dei o lanche aos miúdos e sentei-me no sofá a descansar.
A Júlia foi à casa de banho e estava a demorar-se. Se eu não estivesse tão cansada, tinha ido ver o que se passava, mas a dor nas pernas mandou-me estar quieta.

Passado um bom bocado aparece-me a monstrinha.
- Mãe, agora não se pode ir à casa de banho, que o chão está muiado.
- Molhado porquê? (imaginei uma inundação)
- Puque estava sujo e eu estive a limpar.
- (glup) Limpaste como?
- Com toaítas.

Lá me tive de levantar para esclarecer o mistério.
Uma parte do chão da casa de banho estava com efeito molhado. Algumas toalhitas na sanita.
- Então como foi que limpaste isto?
- Com toaítas. Moiei-as no balde (que está na banheira) e limpei!

Muito orgulhosa!
A ver se da próxima vez se lembra que lhe prometi um pano para não me gastar as toalhitas todas...

29 de junho de 2015

Se a mãe diz....

Sabem aquela mania que os miúdos têm de nos imitar?

No outro dia tinha mandado a Júlia calçar as sandálias. Um minuto depois, aparece ela a segurar a sandália na mão:
- Mãe! Não consigo enfiar esta méda!

Engoli em seco e tentando não me rir perguntei, com a naturalidade que me foi possível:
- Esta quê, filha?
- Este fio... esta coisa... (não conseguia enfiar a correia na presilha).

Ups...

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