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6 de outubro de 2016

A fazer pandam... pendant... pandân... coiso!

Há uns meses, andava numa loja de roupa de criança a ver vestidos. Precisava de um para a Júlia levar aos casamentos deste Verão.
Reparei num modelo, muito parecido com outro para bebé e veio-me este pensamento à cabeça:

"Podia comprar estes dois para as miúdas, iam a combinar..."

E foi então que caí em mim e dei um estalo mental a mim mesma. Estás parva??!!!

Se há coisa que sempre detestei foi ter de vestir roupa igual à da minha irmã. E nem era eu que ficava com a pior parte, era ela, afinal, que, por ser mais nova, quando o vestido deixava de lhe servir ainda tinha de usar o meu - anos seguidos sempre com a mesma roupa, desgraçada!

Pois...
Em defesa da minha mãe, era a minha avó que fazia os vestidos e, para aproveitar tecido, fazia-os iguais. Ou então gostava mesmo de nos vestir de igual. E não era só a roupa, eram os penteados, as fitinhas, as meias, os sapatos.... Estão a ver a cena. Não admira que estivessem sempre a perguntar: "São gémeas?" E eu ficava a olhar para aquelas alminhas que não viam que tínhamos uma diferença de alturas correspondente a dois anos e meio.
Também não me verão vestida com roupas iguais ou a combinar com as miúdas. Para mim, ainda é pior.
Porque sou tão avessa a estarmos todas de igual? Porque somos diferentes. Porque temos gostos diferentes. Porque vesti-las de igual é tratá-las como se fossem iguais, e isso não o posso fazer. Direitos e deveres iguais sim. Identidades? Não.

Mas voltando ao início. Mas eu estaria parva?? Se detesto tanto o conceito de vestir irmãos de igual ou a combinar, por que raio tive eu aquela ideia? Pá, não sei o que me deu. A única coisa que me consigo lembrar é que o maldito maketing é uma coisa muito poderosa. E isso assusta como o raio.
Assusta tanto, que fugi saí logo da loja.
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