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10 de agosto de 2017

As fraldas da Caganita

Ora então, à terceira é que acordei para a vida e resolvi usar fraldas reutilizáveis.
E perguntam vocês: porquê?
Essencialmente porque me chateia todo o lixo que usar fraldas descartáveis produz. A sério, um saco de lixo cheio todos os dias. Mais as toalhitas. E os pacotes...

Vai-se a ver e usar fraldas de pano não é assim um bicho de sete cabeças como muita gente pensa. Simplesmente são fraldas, em tecido, que quando estão sujas se lavam e voltam a usar. Como a roupa.

Não me vou alongar aqui sobre os tipos de fraldas reutilizáveis que existem (e existem vários tipos de sistemas). Para isso deixo uma lista de links no fim deste post para se informarem melhor. Vou simplesmente falar da minha experiência de 17 meses.

Primeiro: aderi a grupos no Facebook de mães que utilizam as fraldas reutilizáveis. Fez toda a diferença. Ao princípio lia apenas as discussões e ia tirando as minhas dúvidas, caladinha no meu canto. Depois, já grávida, fui comprando aos poucos, algumas fraldas de cada tipo.

A minha mãe, entretanto, e como de costume, entusiasmou-se e comprou-me um carregamento de musselinas. O que vale é que eram das melhores, grossas e bem absorventes, que foram as mais usadas na fase de recém-nascido em que a Nocas tinha pernocas fininhas e depois quando ficou uma badochinha. Para essa fase tinha também algumas fraldas ajustadas modelo Lua, da Mita, que cedo tive de reforçar que a garota fazia imenso chichi. As capas que tinha revelaram-se um pouco grandes, apesar de eficientes, mas com mais uma compra ou outra logo ajustei o stock. Para saídas usava as fraldas Teenyfit, da Totsbots. São Tudo em Um (AIO), pelo que se revelaram as mais práticas para consultas e afins, em que queremos fazer tudo muito rápido. Este tipo de fralda, bem como as de bolso, são as mais parecidas com as fraldas descartáveis.

A primeira fralda, com uma semana (Teenyfit). Muito mal ajustada, com a ajuda das mães do Facebook logo aprendi a ajustar melhor.


Com uma musselina e um mês de idade (as pernocas já estavam a encher)

Uma capa Rumparooz RN com uma semana e com dois meses de idade.

Para as noites usei descartáveis nos primeiros dois meses, apesar de ter muitas fugas, especialmente aqueles cocós. Uma ajustada com capa teria dado menos trabalho a colocar do que ter de mudar a roupa toda. Ah well, ficam já avisadas.

À medida que a miúda ia crescendo fui passando para os tamanhos a seguir e os tamanhos únicos (TU), que já lhe começavam a assentar bem. Nessa altura já tinha percebido os tipos de fraldas que mais gostava e as marcas preferidas. Passei a usar ajustadas TU da Totsbots (as Bamboozle T2) com capas da mesma marca (Flexiwrap, que já não se fabricam, e as Peenut) para sestas e noites. Mas como a miúda é o que se chama uma ganda mijona, tenho de reforçar as fraldas para a noite (com absorventes de bambú e cânhamo). Parece muito, mas aguenta toda a noite.

Uma Bamboozle quando tinha dois meses e meio



A Bamboozle com um ano


Uma capa Peenut por cima de uma musselina, com 6 meses de idade

Continuei a usar as musselinas com capa, mas comecei a ter de reforçar a absorção (mijona) e comecei a ganhar o gosto às AIO TU da Totsbots, as Easyfit, na sua versão mais recente, as Star. É indecente eles terem padrões tão fofos, uma pessoa não lhes resiste. Agora as musselinas estão guardadas, como reserva para o Inverno, em que se molham mais fraldas.

Easyfit com dois meses e meio

Easyfit com 14 meses


Easyfit, no outro dia na piscina

Por falar em piscina, também há fraldas reutilizáveis para a piscina ;)

Não uso cremes de muda de fralda (já com as descartáveis não usava). Mudar frequentemente (quando está suja) evita assaduras. Também não é preciso andarem sempre a limpar, se tiver só chichi não vale a pena, a pele agradece. Quando há pele vermelha, ou mesmo assadura, uso pasta de água. Dissolve-se na água, não se agarra às fraldas como outros cremes, e é bastante eficiente. Usei tanto que tenho metade duma bisnaga há 17 meses e já deve estar a chegar ao fim do prazo de validade.

O que não gostei: fraldas de bolso. Chateia-me ter de colocar o absorvente no bolso, o que é parvo, porque as easyfit também têm um bolso para onde enfio parte do absorvente e dessas eu gosto. Eu devo ter um problema qualquer... Avançando, experimentei também fraldas de atilhos, mas não me ajeitei e não conseguia um bom ajuste. As fraldas da Mita, apesar de terem uma boa absorção para o dia, marcavam as pernas da Nocas e desfiz-me delas. Aliás, desfiz-me de tudo o que já não servia ou não usava, e consegui assim ter um bom retorno do investimento.

Acessórios: tenho as toalhitas que fiz (espreitem aqui), um saco de PUL para saídas, um balde grande que por cá andava há muito tempo. Uso toalhitas descartáveis nas saídas, mas como nem sempre limpo quando mudo a fralda, o pacote que está a uso comprei-o em Setembro do ano passado. Tenho liners de polar, reutilizáveis, que uso porque os cocós ainda saem muito pastosos e com os liners é mais fácil sacudir para a sanita.

Lavagem: as fraldas com chichi vão directamente para o balde, as que têm cocó, sacudo o maior na sanita e depois no lavatório tiro o resto. Espremo a fralda, apenas manchada de cocó, e vai para o balde. (Atenção, quando os miúdos estão a ser amamentados em exclusivo não precisam de tirar cocós, aquilo sai tudo na máquina. Quando começam a alimentação complementar é que já precisam de tirar cocós.) A cada dois dias, mando tudo para dentro da máquina de lavar, faço um ciclo rápido à moda de pré-lavagem, a frio, sem detergente e com centrifugação. Isto vai remover os resíduos de cocó e os chichis. Em seguida, coloco mais roupa na máquina  (da miúda, dos irmão, nossa, o que precisar de ser bem lavado) até perfazer cerca de 3/4 da capacidade da máquina e lavo tudo num ciclo longo, de 40 ou 60ºC, conforme o estado das fraldas e da roupa. No Verão uso um pouco de amaciador (pouquinho) porque senão, ao secar, fica tudo seco que nem bacalhau. A secagem é no estendal, com sol, que elimina qualquer mancha que não tenha saído na lavagem.

É difícil? Nope. É só mais um par de máquinas de roupa por semana.

Assim, resumindo, e porque cada bebé e mãe/pai são diferentes dos outros, o conselho, o mesmo que me deram, é o seguinte:
- informem-se primeiro, perguntem a quem tem experiência, pesquisem;
- comprar um pouco de cada para experimentar o que assenta melhor e o que mais gostam;
- comprar usado, que fica muito mais barato;
- vender o que não gostam/não usam (o pessoal agradece);
- quando souberem o que gostam e o que precisam já vale a pena comprar maior quantidade e novo, se preferirem;
- aproveitem promoções, produtos de segunda qualidade, juntem-se em encomendas maiores para pouparem portes;
-simplifiquem, a vida com os miúdos já é complicada, não acrescentem complicação a isso.

Resumindo, a experiência tem sido bastante positiva, tenho pena de não ter usado disto com os mais velhos, mas olha, vivendo e aprendendo.


Links úteis:
Tipos de fraldas
 http://www.eumae.pt/pt/post/filhos/mae.bio.logica.tipo.fraldas.reutilizaveis
 https://www.youtube.com/watch?v=Xy8-UBGxpaI
Acessórios
 http://www.eumae.pt/pt/post/filhos/mae.bio.logica.acessorios.fraldas.reutilizaveis
 https://youtu.be/6xSvzWj6fKw
Grupo no Facebook
 https://www.facebook.com/groups/fraldasretilizaveis.pt/
Grupos de compra e venda
 https://www.facebook.com/groups/compraevendafraldasreutilizaveis/
 https://www.facebook.com/groups/743210429165086/

16 de junho de 2017

Calças velhas, calções novos

Não tenho jeito nenhum para a costura. Mas gosto imenso de fazer upcycling, isto é, reaproveitar algo que já não serve para a sua função original.
Calças rotas nos joelhos é mato cá em casa. Estas já nem me valiam a pena remendar, que estavam curtas aos mais velhos e a Ana ainda vai demorar a precisar deste tamanho.
Peguei na tesoura e pronto. Nem chuleei nem nada, vão assim mesmo com as linhas, é fashion!
É que ando fartinha de só encontrar calções curtinhos para a Júlia, tão curtos que mais parecem umas cuecas. Aquilo para andar no escorrega magoa nas pernas! Assim, ficaram óptimos. E ela está muito confortável.
Com luz péssima e monstrinha que não quer ficar quieta, é a foto que se arranja

Agora ainda tenho mais dois pares de calças de ganga a precisar do mesmo tratamento... tenho a tesoura em pé de guerra! eheheheh

10 de outubro de 2016

Toalhitas de bebé reutilizáveis - actualização e feedback

Quando a Júlia estava perto do desfralde, resolvi experimentar fazer umas toalhitas reutilizáveis recorrendo a camisolas interiores velhas (ver o post). Na altura funcionaram em complemento com as descartáveis e quando deixaram de ser precisas, guardei-as.
Quer dizer, guardei-as não, continuaram a ser usadas para limpar narizes, rabos, caras... Usam-se, lavam-se, voltam a usar-se.

Na altura pensei que se tivesse mais uma cria iria utilizá-las de novo, juntamente com fraldas reutilizáveis (mas destas falarei mais tarde).
Assim, quando a Nocas nasceu, retalhei mais umas quantas camisolas e tenho-as usado sempre em casa.

Quanto à solução de limpeza, voltei a fazer experiências, pesquisei, li testemunhos de outras mães e acertei com o líquido que melhor limpa e hidrata o rabiosque da Monstrinha:

- uma caixa pequena com tampa (prefiro pequena para não fazer muita quantidade e criar bolor)
- um esguicho de gel de banho da miúda
- um fio de azeite


Pronto. Quando preciso, saco de uma toalhita da caixa, molho na solução, espremo, lavo, deito para o balde das fraldas. Retiro outra toalhita seca, seco a pele com pancadinhas (não é para andar a esfregar!) e vai para lavar também.

Quando lavo a roupa e/ou as fraldas, as toalhitas vão na máquina, estendem-se, recolhem-se, dobram-se e estão prontas a usar.

Há quem as compre, quem use flanela... Eu aproveitei o que tinha, são suaves, limpam bem, lavam-se facilmente e secam rápido (no Inverno dá jeito). Quando a garota desfraldar, tenho montes de lenços ;)

15 de fevereiro de 2016

De trocador velho a... continua velho, mas serve!

Andava a preparar as coisas para a Monstrinha Bebé e lembrei-me que o trocador da mana estava um bocado estragado (o do irmão nem vale a pena lembrar...). É um muito simples, cuja capa impermeável se tinha descolado em algumas juntas. Ainda me lembrei de arranjar nova capa, mas
a) sou uma nódoa na costura
b) mandar fazer está fora do meu orçamento
Ora, numa das minhas (demasiado longas) incursões no Pinterest, encontrei uma ideia de capa usando apenas um elástico para prender um tecido sob o trocador. Muito parecido com um lençol ajustado.
Um lençol ajustado... foi então que me lembrei que tenho cá em casa, desde antes de o mais velho nascer, três lençóis-capa que me tinham oferecido mas não serviam na cama de grades. Pelos vistos, a pessoa que mos deu aproveitou uns saldos e comprou lençóis para a cama e trouxe também as capas, mas estas eram para um berço... Adiante.
Lá fui à procura daquilo e olhem só! Serviam! Que chatice!

O trocador (dá para ver onde coloquei a fita cola em baixo à esquerda)

Aqui mais fita cola

Estão a ver o tamanho do lençol?

Já colocado (tá bem, fica esticado, mas com a bebé em cima fica bem!)
Tenho três destes, o que quer dizer que quando sujar um (porque se vai sujar), tenho sempre algo para substituir.
Outro aproveitamento que fiz foi o da caixa das toalhitas, que já vem do Xavier. A patilha que fecha a tampa já se partiu, mas nada que um bocado de fita cola grossa não resolva.
Podem dizer que estou a ser forreta, um novo trocador não é assim tão caro e que o arranjo está assim a dar para o chunga. A mim chateia-me deitar fora algo que ainda está bem bom para o serviço que é e se poupo dinheiro e trabalho com coisas que já tenho cá em casa e não serviam para nada para além de estarem a ocupar espaço, considero que já ganhei o dia! Chama-se a isso frugalidade, não forretice.

6 de dezembro de 2013

Iogurtes caseiros... maravilha!

Cá em casa gostamos de iogurte. Os miúdos adoram, especialmente se juntar bolacha partida ou raspas de chocolate, ou mesmo doce de fruta.
Desde bebés habituei-os a comerem iogurte natural, a que adicionava papa de fruta crua ou bolacha, evitando açúcares.
Depois lembrei-me de fazer os meus iogurtes e pedi emprestada a iogurteira da minha sogra, que há muito não era usada.
Recentemente comecei a fazer os meus iogurtes com leite pasteurizado (leite fresco) gordo. E posso dizer-vos que é uma maravilha.

É muito simples: aqueço ligeiramente 1 litro de leite e junto-lhe um iogurte (pode ser natural ou de aromas). Se quiser posso juntar-lhe açúcar nesta fase, mas não o costumo fazer. Misturo tudo muito bem com uma vara de arames manual e coloco a mistura nos copos de iogurte e coloco-os na iogurteira. Fecho, ligo à corrente e cubro com uma toalha, para minimizar as perdas de calor. Depois é só esperar pelo menos 8 horas. Já tem acontecido ficar 10 ou mesmo 12 horas a fermentar, quando me esqueço :D Depois é só tapar os frascos com as tampas e colocar no frigorífico.

Os iogurtes a fermentar.
 
Prontinhos! É só colocar a tampa e pôr no frigorífico.

E pronto! Iogurtes fresquinhos, cremosos e muito saborosos. Para adoçar junta-se açúcar (branco ou amarelo), mel ou doce. Ou não se adoça, que não ficam muito azedos, é conforme o gosto.
Eu gosto de juntar corn flakes, fruta, raspas de chocolate ou qualquer outra coisa que tenha cá em casa e serve-me de pequeno-almoço, lanche ou ceia.

As vantagens? Sei de que são feitos os iogurtes que comemos, evitando açúcares desnecessários e leite em pó. E ficam muito mais baratos. Por exemplo: 1 litro de leite gordo pasteurizado custa 0.79€, um iogurte de marca branca andará na casa dos 0,16€ e a electricidade usada para os fazer é tão barata que nem vale a pena contabilizar. Assim, cerca de 1 litro de iogurte fica-me em 0,95€ (mais ou menos o mesmo preço por quilo). O iogurte que comprei para fazer os caseiros vinha num pacote de 4 unidades de 125gr a 0,66€, o que faz 1,32€ o quilo. Os iogurtes caseiros são mais saudáveis, mais baratos e mais ecológicos, já que não produzem tanto lixo.

Uma boa poupança e um hábito saudável ;)

19 de outubro de 2013

Spray ambientador caseiro

Como prometido, cá vai mais uma rubrica da Eco-mamã.

Todos nós usamos aqueles ambientadores em spray na casa-de-banho, para disfarçar algum odor mais, como dizer, forte... Ultimamente costumávamos comprar aquela nova variedade que além de disfarçar os cheiros também os neutraliza. Mas são caros!

E se houvesse uma alternativa barata e natural? Encontrei a resposta aqui. Muito simples! Água, bicarbonato e usei umas gotas de óleo essencial de pinheiro, daqueles que se compram nas lojas chinesas, apenas o suficiente para deixar um cheiro fresco, muito subtil. Aproveitei uma embalagem de spray de um protector solar que tinha acabado e pronto! Já foi testado várias vezes e está mais que aprovado. Elimina mesmo o mau cheiro!

Experimentem! E digam-me se convosco também funciona.

10 de outubro de 2013

Desodorizante caseiro - actualizado

Hoje vou escrever sobre o meu desodorizante.

Tenho usado sempre daqueles desodorizantes em roll-on. Costumam funcionar, se bem que me chateiam as manchas que deixam na roupa e os perfumes intensos que alguns têm. Prefiro os que têm perfumes neutros ou que não se notem, porque se eu usar o meu perfume aquilo mistura-se tudo e nunca gosto do resultado.

No outro dia aproveitei mais uma promoção e levei um desses para casa, mas depois pus-me a pensar: não haverá uma opção caseira, barata e simples para substituir estes produtos?
Fui pesquisar e encontrei imensas receitas caseiras: em stick, creme, com cera de abelhas, óleo de coco, etc. Encontrei um que só tinha como ingredientes amido de milho, óleo de coco e bicarbonato de sódio. É pá, mas o óleo de coco não se encontra assim tão facilmente e é caro. Não se pode substituir por azeite? Procurei de novo e lá estava. A Horta Encantada tinha a receita tão fácil que até duvidei. Mas fui experimentar, que tinha tudo na cozinha. Fiz uma quantidade muito pequena, só para testar, e nem coloquei o óleo essencial (porque não tinha na altura), mas nem fez falta. Basicamente fica uma pasta, da qual se tira um bocadinho mais pequeno que uma ervilha e se esfrega na axila.

O resultado? Nunca mais compro desodorizante! Mesmo! As minhas axilas não deitam cheiro nenhum! E aguenta mais do que um dia. E se já houver algum odor, depois de aplicar um pouco o odor desaparece, inclusivamente da roupa. Mais, não deixa manchas na roupa. É baratíssimo e não produz resíduos. Dura que se farta, que eu fiz mesmo só um bocadinho e ainda tenho outro tanto!

A sério, experimentem. Façam só uma fracção da receita e experimentem por uma semana. Depois digam-me o que acharam, ok?

Coloquei a pasta num frasquinho vazio que por cá andava, nem meio estava. Ainda dura.
Actualização (30/10/2018)

Já lá vai um tempo que escrevi este post e esqueci-me de o vir actualizar depois de experimentar o desodorizante durante algum tempo.
Na altura, ao fim de alguns dias de utilização diária, desenvolvi uma irritação nas axilas. Penso que a quantidade de bicarbonato de sódio era excessiva. Deixei de usar, e acabou por passar. Curiosamente, mesmo sem usar qualquer desodorizante, passei algum tempo em que as axilas não ganhavam odor nenhum. Provavelmente matei as bactéria todas da pele…
Mais tarde fiz nova mistura, com metade da dose de bicarbonato de sódio e uma gota ou duas de óleo de melaleuca. Também funcionou e não provocou mais irritações.
Actualmente já não uso este desodorizante. As misturas posteriores que fiz já não funcionaram. Mas fica aqui o meu feedback.

2 de outubro de 2013

Toalhitas de bebé reutilizáveis - tão fácil!

Quem tem bebés sabe bem os montes de toalhitas húmidas que usamos a cada muda de fralda. Não são lá muito baratas (se bem que compro sempre em promoção) e produzem imensos resíduos (toalhitas, embalagens, embalagens das embalagens). Além disso, já notei que, mesmo as toalhitas que afirmam ser para peles sensíveis, quando a pele está lesada por alguma assadura incomodam o bebé (os meus até gritam).
Uma boa solução é usar um quadrado de algodão e água, mas a chatice de ter de andar a acartar água para o pé do muda-fraldas desmotiva-me, tal como o facto de ter de comprar à mesma os tais quadradinhos de algodão, que depois vão para o lixo.

Então e a solução?

Bem, peguei numa camisola interior minha, já velha, que tinha posto de parte para trapos. Como tem aquele pelinho por dentro, o tecido é bastante absorvente e suave. Cortei em quadrados e dobrei do mesmo modo que as toalhitas de compra vêm dobradas, dentro da caixa que sempre usei.
Depois fui em busca do líquido para humedecer as toalhitas. Encontrei este, e adaptei-o.

Vão precisar de:
  • uma colher de sopa de óleo de amêndoas doces ou azeite (sim, o azeite é óptimo para a pele)
  • uma colher de sopa de sabonete líquido (usei o gel de banho de bebé)
  • uma chávena de chá de camomila (uma vez que não uso o óleo essencial)
  • podem colocar uma colher de chá de mel (experimentei nesta última que fiz e pareceu-me bom)

Eu coloquei tudo num fraco doseador (daqueles pequenos de sabonete líquido). Posso deitar directamente sobre o monte de toalhitas na caixa, de modo a ficarem todas húmidas, ou posso pôr um pouco (usando o doseador) sobre uma toalhita, para limpar melhor algum cocó. Depois é deixar de molho e esfregar um bocadinho. Quando faço uma máquina de roupa, lá vão as toalhitas. Depois de secas, é só dobrá-las e juntar às outras da caixa, reforçando a dose de líquido.

Até agora a minha miúda não fez nenhuma reacção à solução, as toalhitas limpam e não se fazem mais resíduos.

(Actualização: fiz um novo post sobre estas toalhitas, usadas a tempo inteiro juntamente com fraldas reutilizáveis, aqui)

29 de setembro de 2013

Roupa e loiça lavadinhas! - post actualizado

Ora bem, como prometido no outro dia, vou partilhar convosco algumas dicas ecológicas e poupadinhas. Hoje falo de limpeza da roupa e da loiça.

Sabão.

Sim, sabão. Azul e branco, rosa e branco, clarim, caseiro (este ainda vou fazer). É tão simples como isso.
Eu explico.

Para lavar a loiça à mão, basta esfregar um pouco de sabão na esponja e lavar a loiça. Claro que temos de esfregar a esponja várias vezes, mas lava que é uma maravilha.
No caso de ter loiça com comida incrustada, deixo de molho com um bocadinho de vinagre.
Também dissolvi um pouco de sabão ralado em água para aquelas situações em que preciso de sabão líquido (deixar loiça de molho, etc).

Para a roupa eu já usava sabão para fazer o pré-tratamento de certas nódoas (fruta, chocolate, cocós, etc). Há muito que deixei de usar aqueles aditivos à base de peróxido, quer para antes, quer para durante a lavagem na máquina (ainda cá tenho meio frasco de gel...). Grande parte das nódoas apenas precisa de ficar de molho em água. Uma esfregadela com sabão e máquina com ela!

Entretanto, nas minhas pesquisas em busca de detergentes caseiros para lavar a roupa na máquina, encontrei várias receitas: líquidos, pós, todas envolviam adicionar sabão ralado a borato de sódio e carbonato de sódio. Algumas mais trabalhosas que outras. E eu pensava que devia haver algo mais simples. E há.

Sabão picado na 1,2,3, pode ficar mais ou menos fino.
N'A Horta Encantada encontrei a ideia simples: sabão ralado ou em flocos. Pego no sabão, corto em pedaços e ponho na picadora. Pico até ficar um granulado mais ou menos fino. Também se pode ralar à mão num ralador de cozinha (é melhor usar o mais fino). Andei a experimentar e cheguei à conclusão de que, para a roupa pouco suja, em água fria ou a 30ºC, bastam 30ml (usei uma medida de outro detergente) deitados com a roupa no tambor da máquina. Para roupa mais suja usei 50ml, já com mais temperatura. A roupa sai limpa, apenas com um ligeiro aroma a sabão, que desaparece quando seca. Para mim é óptimo, já que prefiro sempre detergentes sem cheiro.
Em vez de amaciador, ponho vinagre no compartimento específico. Mais uma vez, não usava amaciador para dar perfume à roupa, mas sim para ser mais fácil de passar a ferro. Com o vinagre fico com o mesmo efeito. A roupa não fica a cheirar a vinagre ou, se ficar (com certos tecidos), o cheiro desaparece depois de seca.
O sabão (especialmente se for natural) é ainda a melhor escolha para bebés e pessoas com peles sensíveis. Sem perfumes e outras substâncias alergénicas.

Também na máquina de lavar loiça dá para usar o sabão ralado. Uma dose menor, 10ml, usando o sal da máquina e vinagre no compartimento do abrilhantador. Ainda tentei vários detergentes, à base de sabão, vinagre e sumo de limão, mas ficava sempre a loiça ou mal lavada ou com uma camada de pó branco. Por isso, foi com algum cepticismo que testei o sabão, mas a verdade é que funciona! Lava tão bem como outro detergente normal.


Actualização (30/10/2018)

Neste momento já não uso sabão ralado nas máquinas de lavar. A eficácia revelou-se fraca. Chamaram-me a atenção para o facto de as máquinas actuais não funcionarem bem com sabão em barra e para bem da máquina e da roupa/loiça, voltei a usar os detergentes próprios.
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