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3 de novembro de 2020

Momento Zen do dia #38

 De manhã, antes de ir para a escola...

Júlia: Mãe, quando tu nasceste já havia carros?

Eu: ... sim, já há bastante tempo...

Júlia: Olha, afinal não és tão antiga como pensávamos!

8 de agosto de 2020

Oito anos de amamentação

 8 anos.

Este é o total acumulado de tempo em que amamentei os meus 3 filhos. Não tenho direito a uma medalha, ou assim? Tipo "Leiteira veterana" ou "Mamilos de diamante"?

Quando me preparava para o nascimento do Xavier, há 11 anos, e aprendia sobre a amamentação, truques e dicas das enfermeiras, nunca me passou pela cabeça que daria de mamar tanto tempo.

Mas dei. Cada um dos meus putos mamou mais que o outro. Amamentar uma criança que já não é bebé não foi estranho, foi natural. Pelo menos para mim. Para os outros pelos vistos fazia muita confusão. "Ainda mama?!" ; "Mas tu ainda tens leite?!" ; "Ah pois, agora eles mamam até entrar na escola não é?" (colocar aqui um sorrisinho sardónico)... Toda a gente gosta de dar a opinião. Mama, pois, não estão a ver? Se não tivesse leite, ela não mamava, não é? Esteja descansada, não vai mamar até entrar na universidade. Estas eram as resposta que ia dando, tentando ser educada, mas mandando à merda em pensamento.

A Ana convenceu-se finalmente que a fonte secou há coisa de um mês ou dois, com 4 anos. E secou porque ela gradualmente foi mamando menos e menos vezes.  Fui dando dicas, reduzindo a oferta, trocando a mama por outros mimos... até que realmente deixei de ter leite. E ela deixou de estar interessada. 

E, ao contrário do que aconteceu com o desmame dos irmãos, desta vez não me doeu o coração. Desta vez, eu estava mesmo pronta. Para deixar de amamentar, para deixar de ter bebés. 

Apercebi-me entretanto que, desde que engravidei do Xavier, há mais de 11 anos, só tive um ano (no total) em que não estava grávida ou a amamentar. Em mais de 11 anos, o meu corpo foi só meu por um ano. Agora é definitivamente meu. Sem me preocupar se o que como ou bebo poderá afectar a criatura que ainda depende de mim. É claro que, mesmo sem mamar, os monstrinhos continuam a sugar toda a minha energia, mas isso é da maternidade, não é?

Amamentar, como já escrevi antes, foi uma experiência muito boa para mim. Apesar do cansaço, de me sentir tantas vezes presa, de não dormir de jeito durante anos. Amamentar foi bom. Mas agora acabou.

Foi uma aventura que gostei de partilhar com os miúdos e agora, que eles cresceram, estou disponível para novas aventuras (adolescência ao virar da esquina... ai). 

Destes oito anos ficam as memórias, tão boas, que vou acarinhar até que o Alzheimer as leve.

A única foto que tenho do Xavier a mamar, já com 14 meses.
A Júlia com 6 meses
E aqui já com 2 anos e meio, a última dela a mamar
A Ana com 6 dias, a mamar à campeã



Dei de mamar em todo o lado

A última vez que a Ana mamou



13 de janeiro de 2020

A Júlia faz oito anos.

A Júlia acabou de fazer 8 anos. É hoje uma miúda meiga, doce, engraçada, teimosa, espevitada, tagarela, esperta, gira, desembaraçada. Gosta de cuidar dos mais pequeninos e brincar tanto com os rapazes como com as raparigas.

Está tão crescida que me tenho de me lembrar constantemente que ainda só está a fazer oito anos.

Oito anos de desafios constantes. Dá um trabalho do caraças! Mas vale todos os minutos.


11 de fevereiro de 2019

"Não me batas no rabo!"

No outro dia, ao deixar a Júlia na escola, despedi-me dela com um beijinho, palavras motivadoras e uma palmadinha no rabo.
Ela virou-se para mim e disse "Não me batas no rabo!"

Na idade dela nunca me passaria pela cabeça dizer uma coisa dessas aos meus pais… ou a qualquer outro adulto, na verdade.
Fico contente que a minha filha de sete anos tenha a capacidade e a confiança necessárias para determinar o que é ou não aceitável em relação a si e ao seu corpo.
"Mas é só uma palmadinha carinhosa!" Sim, é, e sem qualquer má intenção. Mas se eu não a respeitar neste ponto não lhe estou a ensinar o conceito de consentimento. Um conceito que se aprende desde tenra idade (lembram-se do "beijinho aos avós"?) e que a pode proteger de abusos.

Por isso, quando ela reclamou, eu dei-lhe razão e pedi-lhe desculpa.

imagem retirada daqui

30 de outubro de 2018

Momento Zen do dia #31

A ver fotos de quando era bebé, a Júlia exclama de repente:

- A sério que tu dantes passavas a ferro?!!



Hoje em dia, o ferro só trabalha quando há um casamento.

1 de outubro de 2017

E votar, não?

Sempre acompanhei os meus pais às mesas de voto em dias de eleições. Desde pequena aprendi o que era um cartão de eleitor, um boletim de voto, como se dobra. Aprendi que o voto é secreto e porquê, que é um dever e um direito. Mais tarde aprendi que é um direito conseguido a muito custo. Por isso, a primeira coisa que quis fazer, assim que fiz 18 anos, foi recensear-me na Junta de Freguesia.
Por essa mesma razão sempre levei os miúdos comigo a votar, desde bebés.
Hoje, e porque as nossas mesas de voto eram em locais diferentes, eu e o pai separámo-nos. Ele levou o Xavier, eu fiquei com as miúdas. Pelo caminho contei à Júlia a importância especial de nós mulheres votarmos. Contei-lhe a história de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal. Que depois dela passaram-se 63 anos até que todas as mulheres pudessem votar. Tempo demais, na opinião da minha filha.
Chegadas à mesa de voto, foi a Júlia que entregou os meus documentos. Veio comigo para a cabina de voto, expliquei-lhe como se fazia, pedi-lhe segredo e foi ela que colocou, orgulhosamente, os boletins na urna. À volta, ainda me fez uma data de perguntas sobre o processo eleitoral.
Querem saber como combater a abstenção? Dar o exemplo é capaz de ajudar. O dia está bom. Que tal um passeio com os miúdos até à vossa mesa de voto?


11 de junho de 2017

Momento Zen do dia #28

Há umas semanas estivemos num almoço de família. Depois do almoço, a maior parte do pessoal resolveu ir ao café e a dona da casa subiu ao andar de cima para ir buscar um casaco. Quando desceu, o resto da malta já tinha abalado. Meio a brincar, começou a queixar-se:
- Olha, deixaram-me sozinha, não esperaram por mim!
A Júlia, a olhar muito séria, não se conteve:
- Então não devias ter ido lá acima!


22 de abril de 2017

Momentos que me derretem #16

Aquele momento em que percebes que os teus filhos são tão cúmplices que até acabam as frases um do outro.


21 de janeiro de 2017

Có?

A ver A Bela e o Monstro, na cena em que o mordomo/relógio faz uma visita guiada ao castelo e refere o estilo rococó:
Xavier: O quê?
Júlia: Rococorócocóóó!


21 de outubro de 2016

Momento Zen do dia #26

A comer um hambúrguer, a Júlia (relembro, tem 4 anos) estava a fazer uma enorme javardice.

Pai: Júlia, pega bem nesse hambúrguer.
Júlia: Eu como como eu quiser!

Ai, mal posso esperar que ela tenha 14 anos....



16 de outubro de 2016

Babywearing, versão careca

Quando a mãe dá o exemplo, a filha também quer.

A Júlia a fazer bom babywearing com um dos seus bebés.


1 de outubro de 2016

Momentos que me derretem #14

Dei a cada um um tubo de pintarolas com a recomendação de não as comerem todas de uma vez, que depois não havia mais.
A Júlia comeu algumas e guardou as restantes. O Xavier comeu-as logo todas.
Hoje, a Júlia lembrou-se que ainda tinha pintarolas e foi buscá-las, prometendo ao irmão que lhe dava uma.
Mas... já só tinha uma no tubo. Disse-lhe que a comesse, o Xavier já tinha comido as dele.

Partilhou a última pintarola. Trincou-a a meio e deu uma metade ao irmão.


19 de agosto de 2016

O susto

Ela subia e descia as escadas sem parar.
- Olha que ainda cais! - dizia a avó.
Desviei o olhar do fundo da rua onde estava o pai e já só vi os pés dela no ar.
- Pronto! Eu não disse! Eu sabia! (...)
Afastei-os a todos e contornei as escadas para a encontrar de pé, sem uma lágrima, mas com a voz trémula. "Ao menos agarrei-me" disse ela, a fazer-se forte.
Peguei nela ao colo e levei-a para dentro, tentando afastá-la do barulho, do "eu já sabia". O coraçãozinho dela parecia um tambor contra o meu peito.
- Até nos salta o coração do peito! - a gritaria veio atrás de nós, mas eu abraço-a mais forte. Ela não precisa de lições, ela não tem de pedir desculpa.
O maior susto foi o dela.
- Está tudo bem, já passou.
E ela relaxa, agarrada a mim, sem uma lágrima, suspira enfim. Está tudo bem, já passou.


29 de abril de 2016

Momento Zen do dia #23 - o primeiro a 3

Quando os manos mais velhos foram conhecer a Ana, tinha ela algumas horas de vida cá fora.

Xavier: Oh!!! É tão fofinha!....

Júlia: Ela não tem olhos?


1 de abril de 2016

Momento Zen do dia #22

De regresso a casa depois de passarmos de carro por uma série de ruas na parte antiga da cidade, ouço a Júlia no banco de trás:
- Foi uma viagem apertadinha!

18 de fevereiro de 2016

Separadas à nascença

No outro dia levei a Júlia à tosquia. Aquele cabelinho de rato insiste em crescer ainda muito desigual, e apesar de achar um piadão aos caracóis em desalinho, aquilo já a incomodava demais.

Agora está mais compostinho, mas ficou com um arzinho a Julie Andrews.

Estão a ver as semelhanças?
 A monstrinha é que não parece estar pelos ajustes.

8 de fevereiro de 2016

Momento Zen do dia #20

Os miúdos andam exigentes nos seus pedidos às refeições. Ontem, sarcástica, disse-lhes:
- Suas Altezas já se podem levantar da mesa.
Resposta da Júlia:
- Senhoras Altezas!

5 de fevereiro de 2016

Carnaval e desdentados

Hoje foi o desfile de Carnaval das crianças, e lá foi a Júlia com os peixinhos na cabeça.



O Xavier de manhã saiu para a escola, mascarado de pirata, a dizer: "Arr!, Sou o pirata do dente a abanarrrr!"

 
 À noite, voltou do judo como o judoca desdentado...
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