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22 de agosto de 2021

Mais uma última primeira vez

 A Caganita Maluca veio ter comigo. "Mamã... dói-me este dente..." Fui ver e realmente um dos incisivos inferiores tinha a gengiva um bocado inflamada. Toquei-lhe e... abanou! Por um segundo o meu cérebro desligou-se e pensei no que é que a miúda teria feito ao dente. E então caiu-me a ficha.

Ela tem 5 anos. Um dente a abanar é normal.

Ri-me e anunciei-lhe que ela já tinha um dente a abanar e ela ficou tão feliz! Foi a correr ter com os manos para contar a boa nova e eles, num rasgo (raro) de fraternidade, começaram logo a dar conselhos para ela comer sem que lhe doesse o dente. E ela voltou para me dizer que quando voltar ao Jardim de Infância em Setembro os amigos vão dizer que ela já é crescida, e os olhinhos dela brilharam.

E eu fiquei na cozinha, a pensar que é mais uma última primeira vez que vivo com esta miúda. Ainda ontem, podia jurar, lhe nasceu aquele dente. Agora está prestes a cair.

Ter bebés é sempre aquela novidade, tantas coisas novas ao princípio. Depois crescem, e as novidades vão-se espaçando. Depois os irmãos passam por essas novidades de novo, e já não é tanto uma novidade, mas é algo de novo na mesma, porque nunca é igual e é sempre excitante e emocionante.

Mas saber que com ela se fecham estes episódios de vez, que é a última vez que um filho meu perde um dente pela primeira vez... é como se uma parte da minha vida se fechasse também.

Mas...

O Monstrinho está já na idade em que se estão a acabar os dentes de leite. Está prestes a entrar na adolescência e há tantas novidades ainda para viver com ele, e depois com as irmãs. Aventuras novas, fases novas, que eu não conseguiria apreciar estando imersa na fase de um bebé. 

Então apertemos os cintos que, segundo a Caganita, ela já é crescida e está pronta para muitas novidades e aventuras e eu vou ter de juntar as poucas energias que me restam para acompanhar esta trupe.



7 de março de 2020

A Ana tem 4 anos. 4 anos! A Ana tem 4 anos!!!!

Tem sido assim desde que acordou.
Esta miúda continua a fazer jus à sua alcunha de Caganita Maluca. Cada vez maior, mais esperta, gira e desenrascada.
Com um sentido de humor cada vez mais refinado. E com uma doçura a equilibrar o arranjo.
4 anos de Ana. 4 anos de aventura.


13 de janeiro de 2020

A Júlia faz oito anos.

A Júlia acabou de fazer 8 anos. É hoje uma miúda meiga, doce, engraçada, teimosa, espevitada, tagarela, esperta, gira, desembaraçada. Gosta de cuidar dos mais pequeninos e brincar tanto com os rapazes como com as raparigas.

Está tão crescida que me tenho de me lembrar constantemente que ainda só está a fazer oito anos.

Oito anos de desafios constantes. Dá um trabalho do caraças! Mas vale todos os minutos.


24 de setembro de 2019

Assim de repente... 10 anos

Fez há bocado 10 anos que me puseram esta coisinha nos braços.



Foi então que me tornei oficialmente uma adulta. Esta coisinha dependia totalmente de mim. E tudo o resto foi posto em segundo lugar. 

Com esta coisinha tive de aprender uma data de coisas novas. Aprendi a cuidar dele, a brincar com ele, a chorar com ele, a educá-lo... Todas as primeiras vezes. Tudo novo. E sem manual de instruções.

E de repente, passaram-se 10 anos. E esta coisinha está este rapaz esperto, meigo, tonto, fofo. 






Porra! Como é que se passaram assim dez anos?! Seria de esperar que ao fim deste tempo eu já percebesse alguma coisa disto, mas continuo às apalpadelas. Afinal, eu nunca tinha tido um miúdo de 10 anos antes.

O Xavier tem 10 anos. E eu tenho um enorme orgulho no rapaz que ele é.


22 de abril de 2017

Momentos que me derretem #16

Aquele momento em que percebes que os teus filhos são tão cúmplices que até acabam as frases um do outro.


11 de abril de 2017

Já lhe passámos o bichinho

Quando o teu filho te pede dinheiro para comprar um livro na feira do livro da biblioteca da escola. E volta para casa com o livro desejado e dinheiro de sobra. Fica entusiasmado quando lhe dizes que pode comprar mais com o dinheiro que ainda tem. E vai para a cama mais cedo só para poder ler.

Posso dizer que sim, sou uma mãe babada.


11 de dezembro de 2016

9 meses e uns dias

Fizeste 9 meses esta semana, Ana. Hoje cumpres tanto tempo cá fora como o que passaste dentro do meu corpo. Acho que podemos considerar que cumpriste a liberdade condicional.
A verdade é que me sinto mais unida a ti do que quando me davas pontapés do lado de dentro. Este vínculo que nos liga e que me diz quando tens fome, quando queres dormir e quando tens cocó (sim, já aprendi a identificar aquele choro irritado que fazes quando estás cagada) e quando tens medo (como ontem, ao entrarmos naquele restaurante cheio, não te mexeste um centímetro ao meu colo, só me apertaste o braço com toda a força das tuas mãozinhas de bebé - que não é assim tão pouca). Que me diz que esta noite não queres dormir sozinha na tua cama e mais do que ouvires a minha voz, queres sentir o meu calor (a Júlia é que não acha piada...).
Em 18 meses de existência, passaste de uma celulazinha a um ser humano pequenino cheio de personalidade. Por muito que conheça os mecanismos do desenvolvimento humano, nunca deixo de me fascinar. Já te sentas sozinha e estás a ensaiar gatinhar (embora não te importes de percorrer o teu espaço rastejando à tropa). Comes e mastigas comida sólida como gente grande apesar de só teres dois dentes. Preferes pão e mandas-me comer a papa e se quero fazer creme de legumes, tenho de tirar um pouco para a tua tigela antes de passar a sopa. Comes massas como se fossem amendoins (que, estejam descansados, ainda não te dei a provar) e adoras comer os corn flakes que a tua mana partilha contigo. És tão afectiva! Quando vês o pai ou os manos todo o teu corpo dança nessa tua linguagem a mostrar que queres um colinho. Encostas a tua cabecinha ao meu ombro e dás uns beijinhos de baba, enquanto escolhes dois ou três dos meus cabelos para arrancar.
Ainda mamas, com a confiança que terás este sustento enquanto quiseres. E não te enganas, eu não te engano, para ti e para mim, será até estarmos prontas.
És amada pelos teus irmãos, que tanto pediram que nascesses e que às vezes parece que fazem de propósito para te acordar ou fazer chorar (que relação ambígua esta, entre os irmãos, que passa de amor profundo a ódio visceral num piscar de olhos), mas que te amam, sem dúvida. Vê-se no olhar do Xavier quando brinca contigo e no orgulho na voz da Júlia quando fala de ti aos colegas.
Foi um ano do caraças, Nocas! Uma porcaria de ano, em muitos aspectos. Para todos nós. Mas tu és um dos poucos motivos para que 2016 seja lembrado com alegria. A nossa vida é muito mais caótica do que já era. Mais difícil. Mas somos hoje muito mais felizes.
Noquinhas, minha coisinha boa, minha bebé pequenina.








1 de outubro de 2016

Momentos que me derretem #14

Dei a cada um um tubo de pintarolas com a recomendação de não as comerem todas de uma vez, que depois não havia mais.
A Júlia comeu algumas e guardou as restantes. O Xavier comeu-as logo todas.
Hoje, a Júlia lembrou-se que ainda tinha pintarolas e foi buscá-las, prometendo ao irmão que lhe dava uma.
Mas... já só tinha uma no tubo. Disse-lhe que a comesse, o Xavier já tinha comido as dele.

Partilhou a última pintarola. Trincou-a a meio e deu uma metade ao irmão.


12 de março de 2016

14 de fevereiro de 2016

São Valentim edição 2016

Hoje o Xavier pediu-me um papel para fazer um desenho. Lá esteve entretido e nem fui ver o que fazia (afinal estava a saber-me bem o sossego...)
Finalmente veio ter comigo, disse-me "Feliz dia de S. Valentim, mãe!" e deu-me este postal.


A parte da frente

À direita é preciso seguir as setas para perceber a frase. A "pterodáctila" (nada mau, hã, só se esqueceu do acento) tem a ver com uma família de pterodáctilos de uns desenhos animados.

A parte de trás
Aqui está a prova de que sabe fazer letra bonita, tem imaginação e... é muito fofinho.

4 de outubro de 2015

Que será?

Pois é, monstrinhos, acabaram-se os segredinhos.

 
 
Mostrem lá o que temos andado a tramar!
 
 


24 de setembro de 2015

Seis anos...

O Xavier começou a escola esta semana. E também esta semana completou os seis anos.

Vejo-o tão pequenino no meio dos colegas, mas já tão integrado e desenrascado...
Hoje o facebook lembrou-me de uma foto que publiquei por altura do seu 3º aniversário e tinha ainda as feições tão abebezadas...

Ainda é pequenino, mas cresce depressa. Tem dois dentes novos e já pergunta quando vai fazer sete anos. É meigo e carinhoso e faz amigos com tanta facilidade. E eu vejo que ele tem uma vida própria longe de mim e já não é o meu bebé.

Ainda bem. Mas... que saudades. Sei que, como na canção, um dia vai abrir as asas e voar. Espero ainda poder ensinar-lhe como voar bem.






Summertime, and the livin' is easy
Fish are jumpin' and the cotton is high
Oh, your daddy's rich and your ma is good-lookin'
So hush little baby, Don't you cry

One of these mornings you're gonna rise up singing
And you'll spread your wings and you'll take to the sky

But 'til that morning, there ain't nothin' can harm you
With Daddy and Mammy standin' by

12 de agosto de 2015

Meu herói

- Mamã, hoje na piscina salvei um gafanhoto que tinha caído na água!
- Foi? Boa!
- Sim! Peguei-lhe assim (mãos em concha) e ele fez-me cócegas (risos) e uma senhora tinha medo dele.
- E tu?
- Eu não! Salvei-o!

Não podia ter melhor motivo para estar orgulhoso.

27 de junho de 2015

O Xavier já começou a perder peças!

E já tem outra para a caminho de a substituir.


Xavier: Mamã, a Leonor disse que a fada dos dentes me ia deixar uma prenda!
Eu: Ai sim? (obrigadinha Leonor...) E o que é que achas que vai ser?
Xavier: Já sei! O Henry [o monstro feliz] ganhou uma monstro-moeda quando lhe caiu uma presa! Mas... nós não usamos monstro-moedas...
Eu: E se for uma moeda normal, pode ser?
Xavier: Sim!!!

No dia seguinte ficou mesmo feliz logo de manhã (bem) cedo, ao descobrir a moeda.

2 de abril de 2015

27 de dezembro de 2014

Para qualquer idade

Sejam recém-nascidos, de meses, com dois ou cinco anos, continuo a adorar quando os meus monstrinhos me adormecem no colo.
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